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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Falando sobre o Coletor Menstrual Korui

Oiê!
No mês passado eu fiz um post falando sobre menstruação e comecei a falar sobre coletores menstruais. Hoje vim te contar a minha experiência com o coletor da Korui e responder algumas dúvidas e inseguranças que eu tinha.

Primeiro vamos falar sobre o coletor. Fiquei bem confusa para escolher até que comecei a assistir vídeos. Me deixou preocupada o fato de que eu só achava vídeos falando bem dos coletores, então busquei vídeos de pessoas que não se adaptaram. Nesse momento eu comecei a entender como o coletor iria funcionar. O Korui apareceu na minha “frente” depois que eu assisti o vídeo de uma youtuber que não tinha se adaptado ao coletor anterior e que os problemas dela tinham se resolvido, ela contou que o Korui tinha a opção leve que era indicada para quem tem colo mais baixo. Comecei a me sentir mais segura com ele. Busquei outros vídeos sobre o Korui e cada vez mais eu me encantava por ele, no final efetuei a compra após fazer esse teste (Super recomedo). Paguei uns R$82,00 + frente (aqui) e chegou na data prevista e assim que veio meu ciclo eu comecei a usar.
Uma das coisas legal do Korui é que você pode escolher a cor e eu escolhi o laranja, obviamente. O coletor vem em uma caixinha, com um manual, o coletor e um saquinho de algodão para armazenar. Ante de usar, coloquei o coletor em uma vasilha de vidro (que uso só para isso) com água e coloquei no microondas por 5 minutos, tire com cuidado e deixe secar e esfriar – muito fácil, não precisa comprar panelinha nem nada. Outra coisa que eu fiz foi lavar a bolsinha, assim eu garanti que estava tudo bem limpinho. Repito o processo do microondas todo final e começo de ciclo, não tem segredo!
O coletor não grande, ele tem 4,1cm de diâmetro na borda, 4,7cm de altura mais 2,3cm de haste (total de 7cm), porém dá para cortar a haste tranquilamente. Eu tive que cortar 1cm mais ou menos. O volume total do tamanho leve é de 25mL. O Korui é feito de silicone medicinal e não é muito molenga e nem muito duro, bom para quem pratica esportes e tem a musculatura pélvica um pouco mais fortalecida.
Por causa da pílula eu sei exatamente quando minha menstruação começa, por isso na noite anterior eu já coloquei o coletor e foi fácil, muito mais fácil do que eu esperava. Atribuo essa facilidade pelo fato de conhecer o meu corpo e por ter lido tudo o que eu podia sobre a anatomia pélvica e as dicas de outras pessoas. O segredo de ouro é: Na hora de inserir, faça o movimento em direção à suas costas e não para cima, desse jeito o coletor segue a curva natural do canal vaginal. Quanto as dobras, treinei algumas e resolvi ficar com a mais simples, a Punchdown, onde você simplesmente empurra um dos lados da borda para dentro do copinho. Outra dica boa é tentar não inventar muito nas dobras para facilitar na hora do coletor abrir.
Acima a dobra Punchdown e em baixo a comparação abertura do coletor quando dobrado.
Já estou usando o coletor há dois ciclos e tem sido ótimo. Limpo o coletor pela manhã e me planejo para dar as 12h mais ou menos na hora do banho, lá eu tiro, lavo com sabonete de glicerina neutro, me lavo e recoloco. A cada dia eu vou ficando mais rápida! Até o momento, no segundo dia de fluxo em 12h não encheu nem a metade do copinho. Isso era uma coisa que eu já tinha certeza e agora comprovei, meu fluxo é bem leve!

E agora, as dúvidas que eu tive!

O coletor é muito grande, vai ser difícil colocar e imagina tirar...Essas dobras são enormes...Certeza de que vou sentir o copinho...

O coletor aberto é grande, mas não podemos esquecer que o canal vaginal é um musculo e que ele consegue aumentar muito mais do que o coletor. Por ele passam bebês! As dobras parecem grande mesmo, mas na hora de inserir o silicone desliza muito fácil pelo canal, principalmente se você molhar o coletor. Depois que você coloca no lugar certo, ele vai abrir (eu não consigo ouvir o vácuo, mas tem gente que ouve o “ploc”) e mal dá para sentir o coletor. Só não falo que nunca dá para sentir porque depois de correr ou fazer aula de jump eu sinto que ele dá uma descidinha, nada que uma conferida no banheiro não resolva.

Ele vaza? Tem muito sangue na história? E o cheiro?

Olha, se você não gosta de sangue você não vai gostar de tirar um copinho de sangue. Até agora não tive problema de vazamento, só percebo que depois das trocas você pode ver um pouco de sangue no papel depois do xixi, é que enquanto você troca, um pouco de sangue escorre para o canal. Você só vai sentir cheiro se meter o nariz no coletor e o único cheiro que você vai sentir é de sangue.

Como sei que ele está no lugar? E se ele pegou vácuo?
Você sabe que tá no lugar quando você não sente incomodo (e porque não vaza). Para verificar se pegou vácuo, é só passar o dedo na borda do coletor. Só que isso não é tão simples assim e eu não consegui...Você pode tentar dar uma puxadinha na haste e ver se ele está bem preso. Comigo, quando não pega vácuo dali uns minutinhos eu sinto uma sucção no ventre e ai sei que a musculatura ajudou a encaixar o coletor – essa hora é bem bizarra!

Pra tirar é muito ruim?

A haste não serve para tirar, mas gosto dela para usar como guia. Insiro meu dedo até encontrar a haste e ai coloco o dedão com o indicador na base do coletor, aperto e puxo delicadamente. Vem muito fácil! As ranhuras na base do coletor são essenciais para ajudar a fixar as pontas dos dedos.
Dica importante: Não consigo deixar minhas unhas muito compridas porque nesse processo acabo me beliscando toda. Unhas curtas facilitam a inserção e a retirada e é mais higiênico.

Bom, essas foram as principais dúvidas que eu lembrei. Se você tem mais alguma, põe lá nos comentários.

Você já é adepta ao coletor menstrual?

Até mais!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Falando sobre menstruação e coletor menstrual

Oiê!
Você já parou para pensar o que realmente é a menstruação? É uma limpeza do útero? É sangue sujo? É nojento? Um assassinato acontecendo no meio das minhas pernas? Aposto que você já pensou em tudo isso. Tudo bem, eu também já passei por isso. Graças à minha formação, aprendi o que realmente é a menstruação e hoje posso dizer que finalmente fiz “ela se adaptar à mim”. Vale a pena parar um pouquinho e ler esse post inteirinho! E nada de fazer cara feia!

Primeira coisa, preciso te explicar o que é o ciclo menstrual. Ao contrário do que muita gente pensa, o ciclo menstrual não é apenas a menstruação, ele engloba várias fases sendo a menstruação a primeira. O ciclo menstrual é mediado por variações hormonais, os famosos LH e FSH. Eles vão agir nos ovários e no útero, onde serão responsáveis pelas mudanças ao longo dos 28 dias do ciclo (em média, esse é o período de duração do ciclo).

Logo após a menstruação, tem início a fase folicular no ovário e proliferativa no útero. É nesse momento que o óvulo “acorda” e termina seu desenvolvimento dentro de um folículo, ao mesmo tempo em que a parede uterina começa a expandir, são várias camadas de células (formam a camada funcional) por cima da camada basal (a que se mantem durante todo o ciclo) – essa fase dura de 8 à 9 dias. Na metade do ciclo, lá pelo 14º dia ocorre a famosa ovulação, ou seja, o óvulo maduro é liberado pelo folículo e “caminha” em direção ao útero para ser fecundado. O óvulo fica apenas um dia no útero e depois disso tem início a fase lútea do ovário ou secretória do útero. Nessa fase os hormônios agem na parede uterina, que, além de espessa, se torna um ambiente ideal para um óvulo fecundado e prosseguir com a gravidez. Mas, quase sempre não há fecundação e lá pelo 28º dia ocorre uma mudança hormonal brusca que faz com que a camada funcional se desprenda da camada basal. Já adivinhou onde eu quero chegar? Sim, o sangue da menstruação é proveniente dessa camada funcional que se desprende do útero (as cólicas vêm desse processo).
Traduzi a imagem conforme a versão em português do livro.
A menstruação dura de 4 à 5 dias e você só perde de 25 à 35mL de sangue. É pouco, só parece ser muita coisa. Não é bem uma limpeza do útero, mas você pode pensar na menstruação como uma renovação celular da parece uterina.

Separei esse vídeo (medicina - USP) que explica direitinho o que acontece com o seu corpo:
Tá, essa é toda teoria da menstruação, mas na prática a coisa é bem diferente... tenho que ficar trocando de absorventes, fede, e fico quase uma semana me sentindo desconfortável – você está pensando nisso né?! Eu sei! Olha, passei anos odiando cada menstruação, absorventes externos me davam assadura, os internos me davam preguiça de colocar...era a pior parte do mês. Li sobre coletores menstruais, mas me sentia insegura para trocar. No mês passado resolvi mudar isso e comprei meu primeiro coletor e me adaptei logo no primeiro ciclo! Foi a melhor menstruação da minha vida!

Ah, você não sabe que é coletor menstrual? É um copinho de silicone medicinal, maleável, que você insere no canal vaginal e ele coleta todo sangue. O sangue não entra em contato com a calcinha e nem com o ar, ou seja, não fica aquele cheio podre de absorvente. Ele não fica tão fundo como o absorvente interno e, a melhor parte, pode ficar até 12 horas sem trocar. Para esvaziar é só tirar o coletor, jogar o sangue na privada, lavar o copinho com água e colocar de volta. Outra coisa boa é que se bem cuidado, ele pode durar de 3 à 10 anos! Durante o período menstrual você lava com água corrente e sabonete de glicerina e quando terminar a menstruação, é só ferver por 5 minutinhos.
É uma sensação libertadora! O fim dos absorventes horrorosos que descolam da calcinha e entram na bunda (sério, isso só acontecia comigo?)!
Korui
Esses coletores são bem polêmicos, tem quem ama (como eu), quem acha nojento, quem não se adaptou...o importante é ter a mente aberta para entender que além dos absorventes tradicionais existe uma nova opção. Comprei o Korui, uma marca de Santa Catarina, mas existem diversas marcas no mercado, afinal tem vários modelos de coletores. No site da Korui tem mais detalhes sobre o coletor da marca e mais para frente vou fazer uma resenha só sobre o coletor e contar os prós e contras que eu identifiquei com o uso.

Uma das coisas que me ajudou a entender melhor o coletor foi esse canal, tem várias resenhas e dicas para quem quer começar a usar um coletor.

Vamos lá, tá na hora de perder o nojo e o medo de falar sobre menstruação! Você não tem que mudar sua vida por causa dela e sim fazer ela se adaptar à sua vida!

O quanto você sabia sobre menstruação? E sobre os coletores?

Até mais!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Falando Sobre: Outubro Rosa e o Câncer de mama

Hoje vim falar de um assunto muito importante. Nos últimos anos, acredito que você tenha ouvido falar do Outubro Rosa, caso não saiba do que eu estou falando, vou contar um pouco. 
Tudo começou em NY em 1990, quando uma fundação de combate ao câncer de mama distribuiu laços cor de rosa aos participantes da primeira corrida pela cura do câncer de mama. Com o passar dos anos outras fundações começaram a fazer ações ao redor do mundo para prevenção, combate e cura do câncer de mama. Em 1997, as movimentações de fundações e instituições ficaram mais fortes e isso resultou no Outubro Rosa, que nada mais é do que um mês onde há várias manifestações, comemorações, corridas e atividades voltadas à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. A cada ano a campanha fica maior e hoje prédios e monumentos importantes são iluminados de rosa para participar de todo esse processo. Se você quiser saber mais, tem um site brasileiro sobre o Outubro Rosa e um americano (Pink October) com muito mais informações sobre a campanha.
No começo do ano eu postei um texto sobre as decisões da AngelinaJolie, lá expliquei algumas coisas sobre a parte genética e câncer hereditário. No post de hoje vou falar especificamente do câncer de mama.

O câncer de mama é o segundo tipo mais comum de câncer no mundo. De todos os novos casos de câncer diagnosticados ao decorrer de um ano, 25% são de mama! O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que 57.120 novos casos serão diagnosticados só em 2015. E sim, homens também podem desenvolver a doença, mas correspondem à apenas 1% dos casos – normalmente está associada à doença familiar e síndromes.

São raros os casos de câncer diagnosticados antes dos 35 anos (provavelmente são casos hereditários) e depois dessa idade, as chances vão aumentando, principalmente após os 50 anos. Quanto mais velha for a pessoa, maior o acúmulo de exposição e alterações biológicas (como o envelhecimento) e assim, maior o risco de desenvolver a doença. Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a chance de desenvolver o câncer de mama, tais como o tabagismo, a reposição hormonal, excesso de peso, ingestão de bebidas alcoólicas, entre outros.

Vamos falar da mama! Ela é constituída por lóbulos (onde produz leite), ductos (canais que ligam os lóbulos ao mamilo), gordura, tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e vasos linfáticos. O local onde o tumor se desenvolver vai determinar o tipo do câncer de mama.
Há três tipos principais, o Carcinoma Ductal in situ, o Carcinoma Ductal Invasivo e o Carcinoma Lobular Invasivo. O primeiro é o câncer de mama em estágio inicial, surge nos ductos e não tem capacidade metastática, ou seja, as células cancerígenas não conseguem migrar para outros tecidos. Já o Carcinoma Ductal Invasivo é o tipo mais comum, também surge nos ductos e neste caso pode haver metástase. O terceiro tipo é o segundo mais comum, surge nos lóbulos e além da possibilidade de metástase, há risco de desenvolver a doença na outra mama e nos ovários.

Muitas vezes o câncer de mama em estágios iniciais é assintomático e exames de rotina podem detectar precocemente. Mas é sempre importante ficar atenta aos sintomas:
- Presença de caroço no seio ou na axila;
- Inchaço em parte do seio;
- Irritação da pele ou irregularidades;
- Dor ou inversão do mamilo;
- Vermelhidão ou descamação;
- Secreção (sem ser o leite) pelo mamilo.
No homem, os sintomas são bem parecidos. Assintomático no estágio inicial e o caroço cresce rapidamente.
Então, se você sentir algum desses sintomas ou alguma outra coisa diferente, vá ao médico! Lá ele vai te encaminhar para os exames adequados e aí o tratamento será escolhido com base no seu caso.

A detecção do câncer de mama é feita pela famosa mamografia. Ela deve ser feita anualmente (assim como outros exames ginecológicos preventivos) após os 40 anos. Porém, cada caso é único, e o seu médico irá te dizer quando começar a fazer a mamografia e de quanto em quanto tempo.

O tratamento do câncer de mama envolve o procedimento cirúrgico para a remoção do tumor. A cirurgia pode ser complementada com radioterapia, quimioterapia e/ou hormonioterapia. Como eu disse antes, cada caso é um caso e o tratamento adequado será escolhido baseado em você.

Câncer não é brincadeira, mas hoje, felizmente, há melhores tratamentos. A detecção precoce é a maior aliada ao tratamento, por isso os exames preventivos são tão importantes. Quanto mais cedo a doença for detectada, melhor a resposta ao tratamento e maiores chances de cura.

Se você tem alguma dúvida sobre o assunto, deixe perguntas nos comentários, tentarei responder da melhor maneira. E se sentir algo diferente, procure o seu médico!


Até mais!

Referências:
Outubro Rosa; Pink October; INCA; AC Carmargo Cancer Center

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Falando sobre... Calcinhas

Oiê!

O post de hoje é quase um desabafo. Quem nunca teve problemas com calcinhas? Eu vivo em uma eterna relação de amor e ódio e acho que muitas de vocês também.
A calcinha pode não parecer, mas é praticamente o item mais importante de qualquer look. Tente se sentir confortável e bonita com uma calcinha que incomoda, é impossível! A roupa pode ser a mais bonita, a situação pode ser a melhor, mas se a calcinha não estiver confortável, eu fico muito incomodada, pensando em que hora vou poder trocá-la. Parece bobeira, mas se você pensar bem, você sabe que já passou por isso! Eu não gosto de calcinha aparecendo ou marcando, seja no cós da calça, no bumbum ou na cor.

Hoje existem uma grande variedade de modelos e tecidos, o que amplia nosso leque de opções. Particularmente, prefiro as tipo biquíni ou tanga, pois acho mais confortáveis. Gosto de pouca costura e de cores mais neutras, para não ter que me preocupar se a cor da calcinha vai aparecer ou marcar – sério, não gosto de ter que ficar planejando a roupa em função da calcinha ou ter que ficar testando calcinhas com a roupa que eu quero usar! Sabe qual é a pior parte? Isso ainda acontece... A calcinha que é confortável, marca, a calcinha que não tem costura, marca e as caleçons de renda, marcam na roupa mais justa. Nos últimos anos, minha busca por um modelo de calcinha ideal, que seja perfeita para um corpo, só aumentou. 
Tipos de calcinha  (fonte)
Quando apareceu no mercado as calcinhas sem costura, cortadas à laser (ou algo do gênero), pensei que seria a solução. Comprei algumas, mas não usava no dia-à-dia. Hoje já tentei de diversas marcas, mas elas não funcionam tão bem. No meu corpo, elas marcam. No bumbum, o tecido dá uma leve enroladinha por causa da ausência da costura e isso às vezes marca mais do que uma costura normal. Tentei de diversas marcas e as que não enrolam são aquelas que não tem o corte em linha reta e sim em ondas. Infelizmente, só tenho uma desse modelo.
Durante os preparativos do casamento, conheci as caleçons e me apaixonei. Achei muito confortável, não tinham costuras e não marcavam, até o dia que inventei de usar com uma legging. A renda marca a legging e qualquer tecido fino muito colado. Outro problema desse tipo de calcinha é colocar com calça jeans. Na hora que você puxa a calça, a calcinha embola, então tem que ficar arrumando até ficar certinha de novo. Fica tudo bem depois, até você ter que ir ao banheiro e ter que arrumar tudo de novo!
Eu queria entender qual a dificuldade de criar uma calcinha que não marque e que seja confortável. Eu tenho quadril largo e mesmo assim uso P. Já tentei comprar M, para ver se era problema de numeração, mas ficam piores pois, durante o dia, a calcinha vai parar nas minhas costas. Hoje sei que o modelo que menos marca são as fio-dental, mas não acho confortável, principalmente para o dia-à-dia. Sério, eu só queria uma calcinha normal, básica, confortável e que não marque... é pedir muito? Haha! Comprar calcinhas é uma aventura frustrante, tão difícil quanto achar uma calça jeans que não precise fazer pensa nem barra!
Olha, se alguma empresa quiser ajuda para desenvolver uma calcinha perfeita, me chama para ajudar! Haha!

Vocês também sentem essa dificuldade?

See Ya!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Falando sobre... Ideal de beleza ou Saúde?

Oiê!

Desde sempre, mulheres tentam alcançar algum tipo de padrão ideal de beleza. Ao longo dos anos, esse padrão se alterou e a cada geração, um novo padrão é buscado. Mas será que todo esforço é válido? Será que muitas vezes essa obsessão passa dos limites aceitáveis e ameaçam a saúde das mulheres?
"O que é a beleza ideal hoje?", essa é a pergunta mais correta? Na minha opinião, cada indivíduo tem sua própria beleza ideal e ela é única, assim como a sequência de DNA de cada um... alias, é graças à ele que cada um tem um padrão de beleza único. Ainda não se convenceu? Vou te contar um pouco sobre a minha história!

Sempre fui muito magra, daquele tipo pele o osso e baixinha, quase sempre a menor da turma. Meu tipo de corpo, até hoje, é considerado mignon, por ser tudo compacto (estou falando de tamanhos e proporção, não de peso e magreza). Ainda criança, acho que lá pelos 9 anos, fiz um exame de idade óssea e o resultado apontou que eu tinha quase 2 anos a menos do que minha idade real. Quando entrei na puberdade, minha magreza me incomodava muito, queria ter seios e bunda (quem nunca?), depois de uns anos, meus hormônios resolveram esse "probleminha", assim como qualquer adolescente, meu corpo se desenvolveu. A questão que sempre me incomodou foi que meu quadril era bem maior do que meus seios... mas se boa parte de minha família é caraterizada por baixa estatura e quadril largo, seria muito difícil que meu corpo fosse completamente diferente. Enfim, tudo funcionava muito bem até uns 16 anos.
Aos 17, entrei na faculdade e parei de fazer atividade física... ai as coisas começaram a mudar de figura... Eu comia muito mais do que antes e fazia menos exercício... o resultado disso é o ganho de peso. Foi nessa época que eu descobri onde meu corpo tende a aumentar primeiro... Ganhei muita coxa e quadril, um pouco de barriga e minhas bochechas ficaram maiores. Apesar disso, nunca fui considerada gorda. Mesmo com pouco exercício e muita comilança, eu tentava me cuidar um pouco, mas alguma mudanças foram inevitáveis. No primeiro ano da faculdade, tive que comprar calças novas, porque as velhas não serviam mais. Durante essas 4 anos, me adaptei e me conformei com meu corpo.
Quando marquei a data do casório, decidi que era momento de me cuidar... voltei para o ballet e comecei a ter uma alimentação mais regrada e saudável. Tive bons resultados e emagreci um pouco para o casamento... mas depois tudo voltou a ser como era... logo no começo comíamos porcarias e o ballet não deu conta de me deixar em forma. Até que comecei a sentir algumas pinçadas na lombar... logo pensei no nervo ciático. Fui no ortopedista e ele concluiu que meu problema não era a coluna e sim o meu quadril, quanto maior ele for, mais problemas de coluna eu terei. Ele resumiu  situação com a seguinte frase: "você vai ter que ser uma velha magra, se ficar velha gorda, você terá problemas". Basicamente, meu corpo não vai suportar se eu tiver acumulo de gordura... para sempre terei de fortalecer a musculatura e manter uma alimentação saudável para tem um corpo proporcional à minha estrutura óssea.
Ju Romano da capa da Elle, uma mulher real, sem photoshop e com o padrão dela de beleza | Para tentar alcançar um padrão de modelo, como o da Gisele, muitas meninas e mulheres desenvolvem a anorexia, um distúrbio grave que pode levar a morte. Isso é beleza? | Fotos aleatórias com um pouco das minhas mudanças ao longo dos anos... parece que foram poucas, mas mesmo assim minha lombar não gostou.
Em novembro, comecei a treinar na academia, 4 vezes por semana e os resultados apareceram logo nas primeiras semanas... não em questão de peso ou de medidas, mas sim de dor...as pinçadas nas costas diminuíram drasticamente e hoje elas são raras. Já perdi bastante medidas, isso com base nas calças que estão largas, mas ainda acho que posso melhorar. Principalmente pensando na quantidade de massa gorda que eu posso perder. Sinceramente, isso só vai me fazer bem. Não é uma questão de ficar com um corpo de modelo, é uma questão de saúde!
Esse todo blá-blá-blá, foi para mostrar que nem sempre o que funciona para mim, funciona para você... que não é porque a atriz da novela é bonita que eu tenho que ser igual... a beleza dela é aquela (às vezes com muitas plásticas) e a sua é outra! Não é preciso ter medo de envelhecer, emagrecer ou engordar. No fundo, o ideal é você se cuidar por dentro, respeitar seus limites. Pessoas com estrutura óssea mais larga, não vai ser magra do mesmo jeito que uma pessoa com ossos menores, é meio lógico. Nós não somos iguais e isso é maravilhoso!

Por quê estressar seu corpo para tentar atingir um objetivo que só uma pequena parcela da população alcança? Isto é, mesmo essa pequena parcela precisa da ajuda do photoshop... Ao longo do post, coloquei vídeos que mostram o efeito do photoshop nas modelos... depois disso, você ainda acha que esse "padrão de beleza" ideal é real? Arriscar sua saúde por isso vale a pena?

See Ya!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Falando sobre as decisões da Angelina Jolie

Oiê!
O assunto de hoje é sério, bem sério. Durante minha graduação, tive algumas aulas sobre genética do câncer e desde 2012 trabalho em um laboratório de biologia molecular do câncer, onde desenvolvi minha monografia e atualmente faço meu mestrado. Em ambos trabalhos o tema é a genética do câncer. Na graduação, trabalhei com câncer de cabeça e pescoço e hoje tento descobrir uma possível síndrome em uma família com mais de 10 casos de cânceres em diversos órgãos. Estou contanto isso porque quero falar um pouco sobre a nova declaração de que Angelina Jolie deu no último dia 24.
Angelina Jolie (foto)
No dia 14 de maio de 2013, a atriz escreveu para o New York Times (NYT) sobre uma escolha que ela havia feito. Ela resolveu falar publicamente sobre a dupla mastectomia (retirada total das mamas) que ela havia feito. Com um histórico de câncer de mama e ovário na família, Angelina resolveu investigar. Ao final, os médicos observaram que a atriz apresentava um defeito no gene BRCA1, um gene que pode aumentar a probabilidade dela desenvolver o câncer de mama (entre outros), eles definiram que o risco da Angelina desenvolver um câncer era de 87%. A decisão da atriz retirar as mamas foi a partir de seu histórico familiar, sua mãe faleceu cedo em decorrência de um câncer, bem como sua tia e avó, assim ela se submeteu à cirurgia com o objetivo de retirar todas as células mamárias de seu corpo, reduzindo as chances do câncer se desenvolver.

Passaram-se 2 anos e ela voltou ao NYT para contar sobre sua nova decisão: a retirada de seus ovários e trompas. Naquele mesmo exame, onde os médicos estimaram o risco dela desenvolver o câncer de mama, eles também estimaram o risco da atriz desenvolver câncer de ovário, que era de 50%. Ela já pensava na possibilidade, mas foi a partir do resultado de um exame de sangue que a fez decidir. O exame mostrou uma possível inflamação, que poderia indicar um estágio inicial de câncer que poderia não ser detectado por outros exames. Feitos os outros exames, nenhum detectou nada, mesmo assim ela resolveu prosseguir com a cirurgia. Durante o procedimento, os médicos encontraram um tumor benigno.
Angelina Jolie (foto)
Bom, essa foi a história da Angelina, mas eu estou aqui para contar um pouco sobre a genética do câncer, quero explicar alguns conceitos básicos que vão ajudar a entender a decisão da atriz e por que isso não é a cura do câncer.

Hoje já se sabe que o câncer é uma doença genética, sim, alterações em genes levam ao surgimento de um câncer, mas nem todo câncer é hereditário, ou seja, passa de pai para filho (ou avô para neto...). Apenas 10% de todos os casos de câncer são hereditários, mas como vou saber se é hereditário ou não? Umas das primeiras coisas que levantam a suspeita de um câncer hereditário é o fato de 3 ou mais pessoas de mesma família (avô, pai e irmão, por exemplo) serem diagnosticadas com câncer em idade jovem. Então essa família pode (e deve) procurar um geneticista para investigar as possíveis causas, como a Angelina fez. Se algum gene defeituoso for encontrado, mais exames são realizados e parentes que não tem a doença também devem fazer o teste, pois se for hereditário, mesmo sem a doença a pessoa irá apresentar o mesmo gene defeituoso.

E como funciona essa história de gene defeituoso? Já estou doente?
Meu professor da graduação deu um exemplo muito simples e bom para explicar. Os genes estão presentes aos pares (são dois alelos), assim como o carro tem um farol no lado direito e outro no esquerdo, certo?! Agora imagine duas situações:

1- Você está andando em uma estrada deserta, sem iluminação, você cuidou bem no seu fusquinha antigo e ele está com os dois faróis funcionando.

2- Você está andando na mesma estrada, mas você não cuidou muito bem do seu fusquinha, ele está com um dos faróis queimados.

É mais fácil queimar os dois faróis na situação 1 ou queimar apenas um farol na situação 2? A chance de você ficar no escuro na estradinha deserta é 50% maior na segunda situação do que na primeira.

Voltando para o corpo humano... No câncer hereditário, a pessoa nasce com um alelo mutado (1 farol queimado), logo a chance dessa pessoa desenvolver o câncer é maior do que uma pessoa que não nasceu com esse gene defeituoso. Como as situações não são tão exatas quanto um farol de carro, não podemos falar que a chance é 50% maior, ela vai depender de diversas variáveis. Esse é um exemplo bem simplificado. Lembrando que mesmo com a presença de um alelo mutado, a pessoa pode nunca desenvolver o câncer.
São dois alelos, formando um par (fonte)
Então a Angelina descobriu que tinha a mutação do gene e retirou os seios e os ovários como medida preventiva. Sim, o procedimento funciona, mas não é indicada para todos os casos, por isso uma conversa com um médico esclarecido no assunto é muito importante. Que fique claro, a retirada do órgão não quer dizer que a doença nunca vai se desenvolver, as chances diminuem muito, muito mesmo, mas se restou 1 célula da mama e ela se tornar defeituosa, o câncer pode aparecer. Além disso, exames periódicos de controle e prevenção ainda serão necessários.

Sempre busque profissionais que podem te ajudar, isso é um assunto sério, mas hoje há diversos tratamentos disponíveis. Exames preventivos são muito importantes, pois graças à eles muitos cânceres são diagnosticados precocemente e as chances de recuperação e cura são maiores. A pesquisa do câncer é cada vez maior e todos os dias descobrimos alguma coisinha nova, mecanismos diferentes que podem nos ajudar a encontrar métodos detecção precoce, tratamento adequado e cura.

O post de hoje é meio maçante, mas eu acho super importante e gosto muito de falar sobre o assunto. Vocês querem mais textos assim? Se ficou alguma dúvida, pergunta para mim nos comentários, vou tentar responder da melhor maneira possível!

Cuide-se, faça exames preventivos, leve uma vida saudável e seja feliz!

See Ya!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Falando sobre Alergias

O blog também é cultura (e ciência)! Hoje quero falar sobre um assunto sério e que sempre gera muitas dúvidas e conceitos errados, muitas vezes pela falta de informação correta. Na internet é possível achar tantas coisas que se não soubermos filtrar, estamos perdidos!

Vocês já pararam para pensar sobre alergia? O que ela realmente significa? Outro dia vi uma pessoas falando sobre alergia e fiquei assustada com a confusão de conceitas que ela fez, por isso resolvi escrever um pouco sobre isso. Caso você não saiba ainda, sou bióloga e durante a minha graduação, tive aulas de imunologia. Tá, mas isso tem alguma coisa a ver com a alergia? Claro, na verdade, tem TUDO a ver!

Bom, a alergia nada mais é do que uma reação de hipersensibilidade, ou seja, o contato do organismo com alguma substancia, chamada alérgeno, vai desencadear uma série de sinais entre as células do sistema imunológico e assim o organismo vai gerar uma resposta àquela substância. Até parece simples, mas na verdade, pra isso acontecer, muitas células e anticorpos são recrutados pelo sistema imunológico.

A alergia se desenvolve após o contato prévio com o alérgeno, por exemplo, você experimentou um prato com camarão em algum momento da sua vida, na segunda vez que você comeu, apareceram algumas manchas avermelhadas pela pele e na décima vez você teve um choque anafilático (uma reação sistêmica que resulta no fechamento da glote). Isso quer dizer que você foi sensibilizado à algum componente do camarão (normalmente o iodo), com isso seu organismos produziu anticorpos para reagir à substância estranha e quanto mais contato com o alérgeno, maior a a reação desencadeada. É como se o organismo não suportasse mais o alérgeno, assim, mesmo com pouca quantidade de alérgeno, maior a reação do organismo.

Claro que essa é uma reação extrema, não é a maioria das pessoas que tem esse tipo de resposta. As alergias mais comuns são à ácaro, poeira, poluição, que levam ao diagnóstico de rinite alérgica, asma alérgica, entre outros. Como aqui no blog o foco é maquiagem e beleza, acho que é legal falar sobre a dermatite de contato. Existem dois tipos, a dermatite irritante e a alérgica.

O primeiro tipo, acontece quando o contato do produto vai gerar uma irritação na pele, os principais sintomas são o ardor e a vermelhidão. A reação vai acontecer logo no primeiro contato com o alérgeno e nem sempre a reação vai ser repetir.

Já a dermatite alérgica, não acontece no primeiro contato, é como no caso do camarão, primeiro a pele é sensibilizada e depois a reação ocorre. Normalmente a resposta é mais longa e os sintomas podem varia de manchas avermelhados até feridas, depende do nível de exposição ao alérgeno.

Então, basicamente, QUALQUER substância pode gerar uma alergia, inclusive, você pode usar o mesmo batom a vida inteira e depois de 30 anos, desenvolver uma alergia.

Quer saber mais coisas sobre alergia? Há sites bem legais e com informação segura que você pode acessar, como o site da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, o Portal da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e o site da World Allergy Organization.

Surgiu alguma dúvida, comenta aqui no post que eu tento responder sua dúvida, afinal, imunologia não é a minha especialidade. Ah, lembre-se, sempre consulte seu dermatologista e para reações intensas, procure um alergista, eles poderão diagnosticar corretamente e passar o tratamento adequado. O objetivo deste post é levar a informação básica  para vocês e esclarecer algumas perguntas que sempre geram dúvidas.

Vocês gostam de posts assim? Eu, pelo menos, gosto muito de fazer!
See Ya!


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