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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Cidadeando: Meu Caminho em cada manhã...


Olá amigos, tudo bem?

Agora que já conversamos um pouco sobre a estrutura da rede de transportes e sobre preparo físico, vamos para uma terceira pergunta. Como é meu trajeto cotidiano.

Parece fácil responder essa questão, mas as vezes a aparência engana. Acho essa uma das perguntas mais complexas.
A figura acima é uma ilustração dos diferentes tipos de inteligência que existem, porém, nossa educação atual valoriza algumas mais que outras. Por isso posso afirmar que para grande maioria das pessoas, entender o espaço é algo extremamente complexo.

Todos os dias nos deslocamos pela cidade, mas realmente avaliamos por onde e como é esse deslocamento?

Observar o espaço e entender sua dinâmica é importantíssimo. Sugiro observar a distância em quilômetros que você percorre, as condições da via, o trânsito, a iluminação, a movimentação das ruas... tudo isso é importante para que você possa analisar o seu trajeto.

Se você observar que uma rua é muito movimentada com caminhões e tem pouco espaço para o ciclista, pode ser sinal para tentar uma rota por outra rua mais tranquila. Se as ruas são muito desertas e passam por locais com pouca iluminação e movimentação pode ser perigoso. Basta achar uma rua onde o movimento seja média e tenha espaço para carros e bicicletas.

No próximo post vou dividir com vocês como preparei a minha rota para o trabalho.


Um abraço

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Cidadeando: Atividade Física é saúde!


Hoje vou responder a segunda pergunta do planejamento para começar a trabalhar de bicicleta: Como está meu preparo físico?

Pedalar na cidade exige um pouco de preparo físico.

A sugestão é simples para quem está iniciando, pedalar em um ritmo suave e com o tempo (e melhora do condicionamento físico) pode ir aumentando a intensidade.

Na atividade física é importante dar um passo de cada vez e o autoconhecimento é fundamental.

Com atividades físicas seu corpo responde melhor e sua saúde melhora. Sugiro alguns passos para iniciar de maneira saudável a atividade física.

1.       Faça seus exames médicos, veja se está tudo bem com o coração e se não tem nenhuma limitação física para praticar esportes.

2.       Faça uma avaliação física, descubra como está seu condicionamento, qual sua frequência cardíaca ideal, como está sua postura corporal.

3.       Procure um especialista em educação física e elabore um treinamento de condicionamento físico.

4.       Um especialista em nutrição também ajuda. Uma alimentação melhor ajuda no seu dia à dia.

Lembre-se, pedalar pela cidade não é uma corrida. Respeite seus limites, entenda seu corpo.

Meu processo com a atividade física foi gradual, comecei à 2 anos e meio atrás, estava sedentário e não praticava nem caminhada. Escolhi um esporte que achava interessante e passei a praticar esgrima 2 vezes por semana. Sob orientação passei a melhorar meu condicionamento físico e também ajustei minha alimentação.

Meu corpo passou a responder melhor. Senti muita mudança no meu desempenho físico e mental.

Aos poucos fui aumento a quantidade de exercícios e em seguida passei também a fazer natação e musculação.

Existe um mito de que a musculação serve apenas para ficar “bombado”, o que é uma mentira. Se você conversar com seu professor e explicar seus objetivos ele vai te passar o treinamento adequado. A musculação é fundamental para melhorar seu desempenho e evitar lesões.  Claro tem pessoas que se importam com a finalidade estética, mas não necessariamente essa precisa ser sua preocupação. Definitivamente não é a minha!

Quando decidi ir trabalhar de bicicleta, parei a natação. Foi uma questão de ajuste de tempo. Hoje vou 3 vezes por semana de bicicleta para o trabalho, 2 vezes por semana fazer preparação muscular na academia e aos sábados pratico esgrima.

Ressalto mais uma vez que foi uma coisa gradual, não foi da noite para o dia e ter isso em mente é fundamental para não perder a motivação.

Um abraço.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Cidadeando: Nosso deslocamento

Olá, hoje vou começar a relatar o processo de trocar o carro pela bicicleta. Eu simplesmente  não decidi sair pedalando pela cidade, fiz um planejamento prévio para tentar fazer da maneira mais correta possível.

Antes de sair pedalando elaborei algumas perguntas:
- Como é o transporte na minha região?
- Como está meu preparo físico?
- Qual meu trajeto cotidiano?
- Como vou preparar um trajeto para chegar ao trabalho com segurança?
- Quais equipamentos vou precisar?

A primeira questão é o tema do post de hoje!!!!
São Paulo é uma cidade muito grande, com muitas possibilidades de descolamento e muitos caminhos diferentes. São milhões de pessoas se locomovendo todos os dias! Mas existe uma dinâmica de fluxo predominante? Para ilustrar isso, fiz uma pequena comparação entre a densidade populacional e a densidade de empresas (que gera a maioria dos empregos).
Para ampliar, clique aqui.

Como podemos ver no mapa, existe uma forte concentração de empregos em um determinado eixo da cidade em contraponto com uma densidade populacional mais distante desse eixo.
Sabemos também, que morar perto dessas regiões é mais caro e poucos paulistanos tem esse privilégio portanto, temos uma grande quantidade de pessoas se deslocando todos os dias para as regiões onde estão concentrados os empregos. É o meu caso!
Sabendo das dificuldades, fiz um levantamento dos modais de transporte que posso utilizar e seus benefícios e malefícios:

CARRO

Benefícios:
- É mais confortável.
Malefícios:
- Custos: um estacionamento na região onde trabalho custa por volta de 300 reais por mês, os gastos com combustível só para ir e voltar do trabalho são de aproximadamente 150 reais por mês. Além do mais existem outros gastos com a manutenção do veículo que devem ser levados em consideração.
-Transito: Lentidão causada pelo excesso de veículos. Como vimos no mapa anterior, a quantidade de fluxo para uma determinada região é muito grande, muitos carros (normalmente com apenas 1 passageiro dentro) ocupando a via no mesmo espaço de tempo. Coloquei a figura abaixo para ilustrar um pouco dessa questão do espaço.
- Saúde: Enquanto estamos dentro do carro não fazemos exercícios, ficamos em um ambiente estressante e ainda poluímos o ar.
Pesando os prós e contras constatei que estava usando o carro apenas por comodismo. Estava gastando mais, prejudicando o meio ambiente e o fluxo da cidade. Achei que estava economizando tempo indo de carro, o que constatei não ser verdade (levava 50 minutos de carro e com a bicicleta 55 minutos). Dentro do carro não posso praticar atividades físicas e nem ler, o tempo que eu acreditava estar economizando, apenas estava jogando fora preso dentro de um pedaço de metal.

Foto do site We Are Traffic


METRÔ

Benefícios:
- Consegue levar mais pessoas e de maneira rápida.
- É um transporte que não polui o ar.
- Os custo das passagens são relativamente baixos (R$3,50).
- Posso ler um livro e ouvir música durante o trajeto, sem me preocupar em causar acidentes.
Malefícios:
- Tempo de trajeto: no meu caso, moro a cerca de 3 km da estação de metrô mais próxima. Com isso levo mais 40 minutos à pé ou 20 de ônibus (gastando mais R$1,95) para chegar ao metrô. Outro problema é a deficiência de cobertura da rede sobre trilhos de São Paulo o que me leva a ter que fazer 2 baldeações dando uma volta maior para chegar ao trabalho. Meu tempo de trajeto fica entre 1h20 e 1h40, se somar ida e volta é um tempo considerável.
Comparando os benefícios e malefícios, considero a rede sobre trilhos ainda uma boa opção. A única coisa que ainda pesa é o tempo de deslocamento.

ÔNIBUS

Benefício:
- Conforto: No meu caso consigo ir sentado a maior parte do trajeto.
- Poder ler.
- É barato (R$ 3,50)
Malefícios:
- Transito: como falamos na desvantagem do carro, o excesso de veículos também afeta o ônibus, mesmo com faixas exclusivas.
- Tempo de trajeto: O transito, as paradas e as baldeações fazem o tempo da viagem de ônibus ser entre 1h30 e 1h50.
Por enquanto ônibus onde moro é uma opção muito lenta. Existe um projeto do BRT que vai passar próximo a minha casa, mas por enquanto está apenas no papel (Perimetral Bandeirantes).

MOTOCICLETA

Vou ser sincero, consigo avaliar os outros meios de transporte porque fiz o teste, o que não é caso da motocicleta. Não tenho habilitação e nem moto então não posso avaliar as vantagens e desvantagens, se você for um usuário desse modal, pode me ajudar nos comentários?

BICICLETA

Benefícios:
- Muito barato: nem se compara o preço de uma bicicleta com um carro, não vai combustível nenhum e a manutenção tem um custo muito mais baixo que o do carro.
- Saúde: Juntei duas coisas que antes eu levava mais ou menos 1 h para cada: Fazer exercício e me deslocar.
- Tempo de trajeto: Eu imaginei que iria levar muito mais tempo que o carro, mas não, são apenas 5 minutos à mais. Faça um teste e jogue no google maps e descubra o tempo de trajeto de bicicleta.
Malefícios:
- Segurança no transito: Infelizmente nem sempre o menor trajeto pode ser feito de bike, pois nem todas as pessoas respeitam os ciclistas no transito. Ainda existem poucas ciclofaixas e o nível de educação de alguns motoristas de SP ainda é muito baixo. Por ser mais lenta e mais frágil, é melhor não “brigar” com os carros, sua segurança sempre em primeiro lugar.
Com essas ponderações, respondi a primeira pergunta e entendi como é o transporte entre minha casa e meu trabalho. Tem alguma coisa que vocês acham que eu deveria colocar na minha análise?
Cada um possui uma realidade e deve avaliar com cuidado como suas ações se encaixam no coletivo!

Um abraço.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Cidadeando: A nova coluna do Perspectiva Laranja

Oiê!
Tenho a honra de apresentar a nova coluna do blog e o primeiro colaborador do Perspectiva Laranja. A Cidadeando vai tratar de assuntos dos dia-a-dia, cidadania e bem-estar com o meio em que vivemos. E o responsável pela coluna será ninguém mais ninguém menos do que o André, meu marido que não gosta muito de aparecer nas fotos!
Deixo vocês em boas mãos!
Até mais!





Olá!
Meu nome é André e vou participar aqui do Perspectiva Laranja com uma pequena coluna sobre cidadania.
Primeiro vou fazer uma breve apresentação. Sou um “peixe de cidade grande”, nasci e cresci em São Paulo e gosto muito de explorar essa cidade com mais de 11 milhões de habitantes tentando conviver em harmonia todos os dias.

Minha formação acadêmica é Geografia, isso me deu a possibilidade de entender melhor a dinâmica dessa cidade e as relações entre as pessoas e o espaço.

Além de andar pelos 4 cantos da cidade conhecendo cada região, sua realidade social e a dinâmica do cotidiano, minha profissão também me possibilitou conhecer outras cidades, o que contribuiu muito para me ajudar a entender a relação entre homem e meio na vida urbana.

Nessa coluna quero debater ideias e dividir a visão de como é viver na cidade. Entender como cada um de nós pensa a convivência e respeita o espaço urbano com todos que circulam nele.

Não tenho por objetivo elaborar textos científicos ou fórmulas mágicas com lições de moral na convivência urbana, quero apenas relatar problemas do cotidiano na cidade mostrar como eu faço para superá-los e entender se vocês enfrentam os mesmos problemas e como fazem para superá-los.
O conteúdo do blog está relacionado com bem-estar e acho que cidadania ajuda!

Em meu primeiro tópico, vou relatar como troquei o carro pela bicicleta para me locomover na cidade. Espero que vocês possam acompanhar esse processo e comentarem com dicas ou palpites.


Um abraço.

Marque suas fotos com #PerspectivaLaranja e apareça por aqui!