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terça-feira, 6 de junho de 2017

Estante: Garota no Trem (Paula Hawkins)

Oiê!
Há um tempinho o livro “A garota no trem”, da Paula Hwakins,  virou uma febre e logo depois o filme foi lançado. Fiquei bem interessada para ler, demorei um pouco mas li no começo desse ano. Minhas expectativas para esse livro eram bem altas e acabei de decepcionando um pouco, acho que não consegui me envolver com a personagem principal. Não vou entrar em muito detalhes porque seria spoiles e spoiler de livro não dá!

O livro conta a história de Rachel, que pega o mesmo trem para Londres todas as manhã e durante o caminho ela se distrai observando os moradores de uma casa perto dos trilhos, mesmo que por alguns segundo. Esse curto espaço de tempo não é um empecilho para ela criar uma história sobre o casal. Um dia ela percebe que algo estranho aconteceu na casa e dias depois ela descobre que a mulher que ela sempre observa estava desaparecida. Ela decide falar com a polícia e acaba se envolvendo no caso.

A narrativa conta a perspectiva de três mulheres – uma delas a Rachel – e todas estão envolvidas (em algum momento do livro). Demorei um pouco para engatar a leitura, mas do meio para o final o livro se torna mais interessante. A Rachel, para mim, é uma personagem chata, mas eu até entendo que isso é consequência dos problemas emocionais que ela sofre. Às vezes dava vontade de chacoalhar ela, mandar ela acordar para o mundo real!

O final é bom, é um grande plot twist que deixou as coisas interessantes!

Quanto ao filme, eu ainda não assisti. Para ser sincera, não coloco muita fé nele...

E você, já leu o livro? Gostou do filme?

Até mais!

terça-feira, 14 de março de 2017

Estante: O Adulto, Gillian Flynn

Oiê!
Continuo dentro da minha meta de um livro por ano, já estou no quinto livro. Hoje vou falar um pouquinho sobre o livro “O Adulto” de Gillian Flynn, que foi o segundo que li esse ano. Para começo de conversa, O Adulto é um conto, são apenas 64 páginas que não me convencera muito. Comprei a versão para kindle sem prestar muita atenção, escolhi por causa da autora e me decepcionei.

O conto é sobre uma moça que trabalhava como vidente. Ela sabia “ler” as pessoas e dizia exatamente o que o outro queria ouvir. Sim, ela não era vidente de verdade, apenas enrolava as pessoas para que elas contasse sobre suas vidas e, assim conseguir “ver o futuro”. Um dia uma mulher rica cruza o caminho da falsa vidente e pede que ela lhe ajude, pois sua casa estava assombrada e como a vidente tinha acertado a previsão anterior, achou que ela poderia ajudar de novo.

O conto de suspense/terror até me prendeu por boa parte, ele consegue te confundir, apresenta personagens estranhos, mas o final decepciona. Tipo, terminei o livro e fiquei sem reação. Já é o quarto livro da autora que eu leio e continua gostando mais do primeiro. Os outros não me envolveram e fiquei com a sensação de que os mais novos perderam um pouco da qualidade. Talvez o sucesso do Garota Exemplar tenha levado a autora a fechar algum contrato com a editora determinando o número de livros que deveriam sem lançados.

O Adulto não é de todo ruim, gosto do jeito que a Gillian escreve, mas a personagem principal não me conquistou e o final é meio blé. O final me surpreendeu? Sim!  A reviravolta do livro é interessante, mas no todo o livro não me agradou.

Você chegou a ler O Adulto?  E os outros da autora?

Até mais!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Estante: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Oiê!
Não sei se eu já comentei por aqui, mas sou muito fã de Harry Potter. Cresci lendo as histórias, acompanhando os filmes e até escrevi fanfics com a minha melhor amiga. Vibrei quando a J.K. lançou o Pottermore e me surpreendi com o lançamento da peça. TÁ, isso já fazem MESES, porém por conta do tempo demorei um pouco para conseguir ler o roteiro da peça. Ganhei o livro no final do ano passado e li em menos de 24 horas. Super normal! Lembro que li o último livro da saga em mais ou menos isso e quando acabei, li de novo! Chegou a hora de contar o que achei do polêmico “Harry Potter e a criança amaldiçoada”.

Bom, preciso confessar eu não me aguentei e li todos os spoilers possíveis antes de ter o livro e eles me deixaram ainda mais empolgados para ler, apesar das minhas expectativas estavam bem baixas. Ah, cuidado, o texto tem alguns spoilers!

Harry Potter e a Criança amaldiçoada começa exatamente onde o epílogo de Relíquias da morte parou. A história começa 19 anos depois e avança mais 3, mostrando o quarto ano de Alvo Severo Potter, filho mais novo de Harry. A leitura é bem fácil, pois é um roteiro, traz poucos detalhes e aprofundamentos que estamos acostumados. De fato, a história não é das melhores, mesmo assim alguns momentos conseguiram aquecer meu coração de fã.  Notei três coisas que me irritaram profundamente:

1-      Viagens no tempo precisam ser bem estruturadas para dar certo e aí eles usaram e abusaram do recurso;
2-      O Rony perdeu muito destaque e achei que o trio principal poderia ter um pouco mais de ênfase, para relembrar os velhos tempos;
3-      Que ideia de m***a inventar que o Voldemort teve uma filha com a Bellatrix! Sério, como alguém pode pensar em uma coisa dessas.

Além desses três pontos, a história tem outros problemas, mas não vou enumera-los aqui, tire suas próprias conclusões!

Li que muitas pessoas acharam o Alvo chato, porém achei que ele se tornou um personagem interessante, que se tivesse mais espaço (ou fosse um romance) poderia ter sido bem aprofundado e trabalhado. Ele é um adolescente que cresceu sob a imagem de ser filho do grande Harry Potter e não soube lidar com isso – nem o Harry. A primeira coisa que me veio à mente foi o Harry do quinto livro, que teve aquela crise bem chata no começo porque ninguém mandou cartas e o evitaram durante o verão. Me julguem, mas essa fase do Harry foi bem chata, fiquei com vontade de dar uns tapas pra ele cair na real. Ainda falando sobre o Alvo, não enxerguei nenhuma abertura de romance entre ele e o Scorpio, por isso não fiquei chateada com o final.

Infelizmente, por ser uma peça, os diálogos são rápidos, muitas vezes explicativos e não permite uma discussão aprofundada de tudo o que a peça trata. Eu viveria bem se essa peça não existisse? Com certeza, ela é totalmente desnecessária para o universo criado pela J.k, ela parte de um ponto, cria universos alternativos e volta para o mesmo ponto – não acrescentou muita coisa. Serviu para aquecer o coração dos fãs, trazer aquela empolgação dos lançamentos dos livros e trazer de volta um assunto para conversar com outros fãs. Por alguns dias foi assunto entre eu e minha amigas que também gostam da série.

O post é sobre o livro, então não vou entrar na discussão dos atores que foram escalados. Sinceramente, não é uma coisa que deveria fazer diferença. Nos filmes tem vários personagens diferentes de como foram descritos no livro. O que importa é como essa peça vai ser apresentada ao público, que o ator consiga passar o peso do personagem.

No começo comentei que eu e minha amiga tínhamos uma fanfic e descobri que ela continua no ar – e que tem uma boa avaliação! Hahaha! As histórias são de 2009 e o texto é meio fraco, mas se você quiser conferir é só clicar aqui e aqui!

Me conta nos comentários o que você acha de trazer um pouco do universo mágico de Harry Potter aqui pro blog?


Até mais!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Estante: O último reino, Bernard Cornwell

Oiê!
Sinto muito, vou voltar a falar do Uhtred aqui no blog, mas esse é o “original”, com a grafia que o autor escolheu colocar em seu livro, O último Reino. Esse é o primeiro livro da série Crônicas Saxônicas, de Bernand Cornwell, que já conta com nove volumes. Vou te contar um pouquinho sobre o livro, mas não se preocupe, não vou dar nenhum spoiler!
O livro começa com um breve relato sobre o tempo e os locais em que a história se passa, quais mudanças ele fez para tornar a narrativa melhor e vem com um mapinha da Grã-Bretanha, antes de existir a Inglaterra. É muito interessante e ajuda a te situar na história que será contada. Também há uma explicação das grafias adotadas pelo autor (já que não se falava a mesma língua em todos os cantos da ilha).

O personagem Uhtred não existiu de verdade, mas a história fictícia se encontra com a história que realmente aconteceu – Alfredo existiu e foi o responsável pelo início da unificação da Inglaterra. Assim como ele, o dinamarquês Ubba também é um personagem real, um grande guerreiro que comandou muitas tropas para a expansão dos dinamarqueses para outros países da Europa. Você vai reparar que nos livros eles raramente são chamados de Vikings, essa denominação serve apenas para dinamarqueses que vão apenas saquear. Uma boa parte dos dinamarqueses foram até a Inglaterra para tomar terras, criar gados, plantar...eles queriam conquista-la.

O prólogo conta o período de 866-867d.C. e se passa na Nortúmbria, nesse momento conhecemos o Uhtred, ainda criança, ele é filho de um ealdorman, tem uma vida boa para os padrões da época e é o filho mais novo, mas tudo muda durante uma invasão dos dinamarqueses que queriam conquistar a região. Então, por uma série de duelos, mortes e traições, Uhtred é sequestrado pelos dinamarqueses e é assim que começa a primeira parte do livro: Uma infância pagã.

Era para o Uhtred ser um escravo, porém seu senhor, o grande guerreiro Ragnar se apega ao garoto, que acaba sendo adotado por Ragnar. É claro que uma grande reviravolta acontece e dá início a segunda parte do livro: O último Reino.

Uhtred se vê obrigado a fugir, ele tinha poucas opções – tentar reconquistar seu condado, afinal ele havia se tornado herdeiro legítimo do lugar, enfrentar os dinamarqueses ou ir em busca de ajuda em Wessex, o último reino Saxão que não havia sido tomado. Ele escolhe a última opção e consegue se encontrar com o Rei Alfredo, daí começa uma relação de gratidão e ódio entre os dois. Mesmo assim, Uhtred se alia a Alfredo pensando que depois ele poderia receber ajuda para conquistar Bebbanburg, sua fortaleza na Nortumbria. Enquanto Alfredo tem planos de torna-lo um senhor cristão, que sabe ler e escrever, entre outras coisas. Ele passa anos servindo a Alfredo, ajudando a conter invasões dinamarquesas e então começa a última parte do livro: A parede de escudos.

O livro tem uma narrativa bem linear, que te prende na leitura. Os duelos e confrontos são bem descritos, assim como as lutas marítimas. O livro é bem legal, mas termina no “meio do caminho” o que te faz querer ler o próximo livro da série. Eu, particularmente, gosto bastante quando o autor mistura ficção com realidade. Recomendo que você tenha bastante tempo livre, pois vai ser difícil parar de ler! Agora posso dizer que entre a série e o livro, o segundo é muito melhor!

Ah, os dois primeiros livros ainda estão disponíveis no Kindle Unlimited, em junho eram os oito primeiros – que bom que eu já tinha baixado todos os volumes disponíveis!

Assim que eu terminar o segundo livro, venho aqui te contar mais um pouco!

Você já leu O último reino?

Até mais!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Estante: "O Lado Bom da Vida"

Oiê!
Terminei o nono livro do ano! Nem acredito que vou conseguir cumprir minha meta literária desse ano, faltam apenas três. O livro da vez é “O Lado Bom da Vida”, de Matthew Quick. Sim, aquele que já foi parar nas telas com o Bradley Cooper e a Jennifer Lawrence, que ganhou o Oscar de melhor atriz pelo filme. Assisti ao filme faz tempo, então foi interessante ler o livro.  Já posso dizer que o livro é melhor, como em 99% das vezes!


A história: “Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".
Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.
Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.”


Preciso começar falando que o Bradley Cooper não conseguiu demostrar a loucura que o Pat vive, sério! No livro chega a ser desesperador ver a linha (se é que ela existe) de raciocínio do personagem principal. Sei que faz tempo que vi o filme, mas eu tenho certeza de que eles “superficializaram” as coisas.  

Voltando ao livro. Toda narrativa é feita pelo ponto de vista do Pat e é isso que mostra o quão doente ele está. A maneira que ele enxerga o mundo está totalmente distorcida e as pessoas à sua volta tentam lidar com isso, o que não é fácil. Em certo ponto, a Tiffany começa a se aproveitar dessa loucura, mas ela também não tem a linha de raciocínio mais sensata e tudo isso complica ainda mais a reabilitação de Pat. Toda a história acontece enquanto as outras pessoas estão vivendo suas vidas, resolvendo seus próprios problemas, conquistando novas coisas e Pat tem bastante dificuldade em lidar com isso – ele só quer procurar o lado bom das coisas e esperar por seu final feliz, mas as pessoas (ao ver de Pat) só enxergam o lado ruim.

Ler esse livro me deixou com uma sensação estranha. O livro é bom, o autor consegue transmitir toda insanidade do protagonista e eu acho que é exatamente por isso que fiquei com essa sensação. Infelizmente o livro não conseguiu me passar essa mesma sensação. Se você ainda não leu o livro e gostou do filme, recomendo a leitura – vale a pena! Agora, se você ainda não viu o filme e quiser apenas ler o livro, acho super válido!

Me conta, você já leu “O Lado bom da Vida”?

Até mais!

terça-feira, 12 de julho de 2016

Estante: Kindle Unlimited

Oiê!
Nos últimos anos os e-books tem se tornado cada vez mais populares. Lembro que quando os descobri tive um pouco de preconceito, não queria abrir mão do papel. Mesmo assim tentei usar o aplicativo do Kindle no computador e no tablet e comecei a ler alguns livros em pdf, mas não era prazeroso. Quando o André comprou um Kindle, comecei a olhar os e-books de outra maneira e no meu aniversário daquele ano ganhei meu próprio Kindle. Virei frequentadora da Amazon e comprei vários livros, principalmente os que estavam em promoção – e isso acontece com bastante frequência no site! Hoje, carrego meu Kindle para qualquer lugar!
 Acho que foi no ano passado que a Amazon Brasil disponibilizou o Kindle Unlimited, uma biblioteca digital, onde você pode alugar os livros disponíveis pagando R$19,90 por mês, sendo que o primeiro mês é gratuito. No começo haviam poucos títulos, mas hoje a lista é bem grande. Eu estava decidida a assinar o programa, só ia esperar terminar uns livros que eu havia comprado. As coisas agilizaram um pouco quando percebemos que sete dos 9 livros das Crônicas Saxônicas (Bernard Cornwell) [sim, a série que nos inspirou] estavam disponíveis no Kindle Unlimited. O detalhe importante é que cada livro custa em média R$30,00, ou seja, o custo benefício de assinar o programa foi muito bom. A única coisa é o que André abriu mão da conta dele e cadastramos seu kindle na minha conta da Amazon.

Assinatura feita, foi só escolher o livro e enviar para o seu dispositivo (o próprio kindle, os aplicativos da amazona ou até mesmo no computador. Você pode escolher até dez livros para ler ao mesmo tempo. Depois que você terminar de ler é só devolver o livro e a melhor parte é que não tem um período determinado para a devolução! Dá para ler tranquilamente!

Até agora a assinatura está valendo toda a pena, mas não é todo mundo que se encaixa nesse perfil. O custo-benefício só é bom se o seu fluxo de leitura é grande, por exemplo, quem lê um livro a cada dois meses não valeria (ao meu ver). Eu tento ler pelo menos um livro por mês, mas em muitos consigo ler dois e uma boa parte dos livros que eu quero ler custam em torno de R$20,00, portanto a “conta” fecha. Só pela coleção que estamos lendo vale a pena, o André já está no sexto livro depois de mais ou menos um mês de assinatura.

Como disse antes, as opções de títulos aumentaram bastante e tem muito livro legal. Logo depois de assinar fiz uma listinha dos livros que eu quero ler, em uma hora consegui levantar mais de 20 livros! Desse jeito vou cumprir minha meta de um livro por mês tranquilamente! Em suma, o Kindle Unlimited é um Netflix dos livros! É M-A-R-A!

Você curte ler e-books? Qual seu jeito favorito?

Até mais!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Estante: Livros do primeiro semestre de 2016

Oiê!
Uma das minhas metas desse ano é ler pelo menos um livro por mês. Nos dois primeiros meses eu consegui ler três, aí amornei e só em maio e junho voltei a ler bastante e consegui chegar a oito livros lidos. Agora te conto quais foram os livros e o que achei deles!
- Lugares Escuros (Gillian Flynn): Da mesma autora de Garota Exemplar, Lugares Escuros conta a estória de Libby Day, que viu sua família ser assassinada pelo próprio irmão, ou pelo menos é isso que ela acredita. O livro narra dois períodos, o dia em que o assassinato aconteceu e os dias atuais. Em nenhum momento me senti cativada pela personagem principal, ela tem sérios problemas psicológicos e se aproveita das pessoas. Ela ficou bastante conhecida após sobreviver ao massacre e usa isso para conseguir dinheiro e atenção. Quando seu dinheiro acabou que ela precisou procurar outra fonte e nesse momento é que ela precisa revirar o passado para tentar descobrir o que realmente aconteceu. E é isso que dá para contar do livro! É uma trama interessante, mas não consegui me apegar à Libby. Além de Lugares Escuros e Garota Exemplar, também já li Objetos Cortantes, da mesma autora. Dos três, prefiro o Garota Exemplar. 

- O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry): Acreditem ou não, só tive paciência de ler esse livro agora. Ganhei do meu avô logo que aprendi a ler e eu nunca passava na página que ele desenhava a cobra que engoliu um elefante. Li em um dia, mas não achei tudo isso que todo mundo fala. Ah, e dispenso fazer citações do livro! 

- A study in Scarlet (Arthur Conan Doyle): Depois de viciar na série Sherlock da BBC, resolvi ler os livros do detetive mais fam
oso. Comprei um e-book com os nove livros do Sherlock Holmes, em inglês e já li o “Um estudo em vermelho”, em português. O primeiro episódio da série é muito parecido com esse livro, a adaptação é muito bem-feita. Senti um pouco de dificuldade com o inglês, principalmente pela falta de costume de ler o inglês de 1880. O livro tem duas partes, o caso é todo descrito e resolvido na primeira. Na segunda parte mostra os acontecimentos prévios, confesso que fiquei confusa, não entendia o que a segunda parte tinha a ver com a primeira! No final da segunda parte a narrativa volta para o Dr. Watson e tudo é explicado, inclusive a dedução do Sherlock. Ah, outro ponto legal desse livro é que narra como o Sherlock e o Watson se conheceram -  já adianto que essa parte ficou praticamente idêntica no seriado! 
- Vozes anoitecidas (Mia Couto): Esse é um livro de contos do escritor moçambicano Mia Couto. São doze contos que mostras um pouco da cultura, das crenças e da realidade de seu povo. É um livro de leitura fácil e que te coloca em outro universo. Gostei bastante e fiquei curiosa para ler outros livros do autor, inclusive já dei outros livros dele de presente. O próximo livro do Mia que quero ler é o  Mulheres de Cinzas.

- Roverandom (J. R. R. Tolkien): Um livro infantil para fugir das princesas e dos heróis! Roverandom conta a história do cachorro Rover, que mordeu o calcanhar de um feiticeiro e foi transformado em brinquedo. Rover vive as maiores aventuras, viajando para Lua e para o fundo do mar. É um livro encantador! Toda a estória foi criada pelo Tolkien para consolar seu filho mais novo que havia acabado de perder um cachorrinho de brinquedo na praia, enquanto passavam as férias de verão em uma praia. O livro tem um prólogo que conta como a estória foi desenvolvida e quais alterações o Tolkien fez até sua publicação definitiva. Com certeza um livro que lerei para meu (minha) filho (a) no futuro! 
- Toda luz que não podemos ver (Anthony Doerr): Para me interessar neste romance, bastou ler que ele se passava na França durante à segunda guerra, na verdade só pela França eu me interessei. O livro conta a história que uma menina que ficou cega ainda na infância, que mora apenas com seu pai, o chaveiro do Museu de História Natural de Paris. Ele faz de tudo para que a Marie-Laure seja independente, por isso construiu uma maquete perfeita do bairro em que moravam. Com a guerra, eles são obrigados a se mudar e a vida deles muda completamente. O livro também conta sobre Werner, um órfão alemão que acaba no exército e é mandado para a Fança, onde o caminho dele e de Marie se cruzam. A narrativa mistura dois períodos, como o passado de Marie e Werner e o presente, perto do momento de se encontrarem. É um livro bonito e delicado, que mostra um pouco dos horrores da guerra sob o olhar de adolescentes, um alemão e uma francesa. 

- Simplesmente acontece (Cecilia Ahern): Adoro quando aparecem promoções de e-books na Amazon, foi assim que comprei o Simplesmente Acontece, da mesma autora de Ps: Eu te amo (um livro lindo, por sinal). O livro se passa todo por cartas, recados, e-mails e mensagens de texto, o que torna leitura bem rápida. Não há nenhum aprofundamento em descrições, mas apenas pelas cartas é possível captar a personalidade dos personagens. Rosie e Alex são melhores amigos desde que se entendem por gente e o livro conta a história deles dos sete aos cinquenta anos. Ainda na adolescência, Alex se muda com a família para os EUA, enquanto Rosie ficou na Irlanda e mesmo assim, com indas e vindas, eles mantiveram a amizade, o problema é que isso não foi o suficiente. Gostei bastante do livro, torci, sofri e comemorei. Arrisquei ver o filme e não recomendo! Reduziram personagens, mudaram alguns pontos importantes e o período do filme é menor do que  no livro. Se você já viu o filme, vale a pena ler o livro, ele é muito melhor! 
- Oceano no fim do caminho (Neil Gaiman): Também comprei por que estava em promoção e as resenhas eram positivas. O narrador relembra quando tinha sete anos e conta como conheceu as Hempstock. A história se passa em um curto período de tempo e traz um mundo fantástico que coexiste com a nossa realidade. Rapidinho e envolvente de ler, quando comecei não via a hora de saber o desfecho! 

Não sou uma crítica literária e nem pretendo me aprofundar tanto nas análises dos livros, simplesmente vou contar porquê gostei ou não do livro, sem dar spoilers – de séries até vai, mas de livro não rola! Sempre gostei de ler, desde pequena e percebi que já li tantos livros que vários eu já esqueci, principalmente aqueles livros bobinhos de romance que eu tanto gostava na minha adolescência. Por isso resolvi deixar registrado os livros que eu li, para que todos ocupem um espacinho nas minhas lembranças. Ler é maravilhoso, nos permite ir à lugares, conhecer novas coisas, tudo apenas virando uma página!

Ainda não sei como esse tipo de post vai funcionar, sevou escrever toda vez que terminar um livro ou vou acumular alguns...se você tiver alguma sugestão é só deixar nos comentários.

Até mais!

Marque suas fotos com #PerspectivaLaranja e apareça por aqui!