Oiê!
Nos últimos meses eu tenho repensado diversos aspectos da
minha vida. Um desses pontos é o consumo excessivo (e olha que eu sou bem
controlada). Sabe quando compramos uma blusinha porque ela é barata? Ou aquela
sombra que você nem vai usar tanto, mas está na liquidação? Esses são pequenos
exemplos de coisas que consumimos sem realmente precisar. Esse tipo de
consciência não vem da noite para o dia, mas sim por um processo lento e
gradual.
Eu sempre fui fraca quando o assunto são roupas em
liquidação. A-D-O-R-O olhar a etiqueta e
ver que a blusinha custa menos do que 20 reais ou que o vestido está por
R$29,90. Desse jeito, já comprei várias roupas que eu acabei usando muito pouco
ou quase nada e das que usei, elas começaram a ficar feias muito rápido ou, até
mesmo, descosturar. A primeira coisa que pensamos é: “Ah, paguei baratinho, não
tem problema”, mas nunca pensamos porque a blusa é tão barata e porque ela não
dura nada. Quem fez essa blusa? Em quais condições?
Por isso hoje eu recomendo um documentário muito interessante
que mostra o porquê a blusinha custa tão barato e porque ela tem baixa
qualidade. O “The true cost movie” mostra como as grandes marcas e fast-fashion
exploram pessoas na Tailândia, por exemplo. Ele relembra grandes acidentes em
confecções e mostra o quão desumano é o processo, tudo para fazer a blusinha
custar R$10,00.
E se você acha que o problema está só ai, sou obrigada a
dizer que não. A produção de algodão, em sua maioria, é tratada com
agrotóxicos. Estes prejudicam o solo e trazem diversos problemas de saúde para
os agricultores e moradores da região. E se você ainda acha pouco, saiba que
tecidos não degradam, então as peças que são jogadas fora ficam anos e anos
poluindo o ambiente – isso inclusive afetou o mercado têxtil de um país.
Felizmente, uma pequena parcela da população mundial começou
a mudar o pensamento e hoje surgem algumas marcas slow-fashion ou mais
conscientes quanto ao uso da matéria prima e atentas às condições de trabalho de
quem produz a peça. Não se trata de deixar de comprar roupas e sim refletir um
pouco mais antes de fazer a compra (realmente preciso? Vou usar de verdade?),
tentar escolher marcas que não exploram pessoas e, se possível, priorizar
pequenos fabricantes locais, que tenha como você saber como a peça foi feita.
Se você também acha que as coisas estão erradas nesse mundo
(ou não), sugiro que assista ao documentário. Com certeza ele vai te ajudar a
entender e te fazer questionar. É assim que vamos mudar essa situação!
The true cost está disponível no Netflix.
Até Mais!



